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frases feitas
  •  23/02/2015
  •   Liderança

Frases feitas, criadas pelo seu chefe



Frases feitas para enganá-lo(a), criadas pelo seu chefe!

Quase todo o curso de oratória atualmente fala sobre vícios de pronúncia.

  • São aquelas palavras ou sons que as pessoas repetem, no início ou no final das frases, quando falta a palavra certa ou quando estão nervosas, como uma forma de ganhar tempo e se acalmar:
    – “hmmm”;
    – “né”;
    – “então”…

Hoje não vou falar sobre oratória mas sobre um artigo que vi e conta sobre algumas armadilhas verbais que os chefes costumam usar pra manipular os liderados.

Na prática, durante minhas incursões por clientes corporativos, sempre classifiquei este tipo de técnica como “sabonete”.

Quando alguém não tem os argumentos suficientes para persuadir os demais, fica “escorregadio”, usando verborragia pura como tentativa de convencimento.

Fique atento – será que você não usa alguma técnica destas inconscientemente com seus pares ou liderados?

1 – Concordância falsa

É basicamente, fingir que concorda ao mesmo tempo em que expressa o ponto de vista oposto.

Exemplo: ” eu definitivamente concordo com o que você está dizendo… Mas eu não acho que nós deveríamos continuar com este projeto”.

Na realidade, neste exemplo, o líder não concorda “lhufas” com o que você está dizendo.

Caso concordasse, o “mas” não faria parte da frase…

Esta estratégia pode ser traduzida como “…eu até sou solidário a você, que vai se ferrar neste projeto, mas vamos fazê-lo de qualquer forma…” acompanhado de um tapinha nas costas.

Cuidado com essa situação!

Se você não concordar realmente com a ideia ou projeto, deixe claro pro seu líder as razões.

2 – A frase sem embasamento ou contexto

Esta é ótima. Alguém, numa reunião acalorada, para justificar uma proposta absurda, solta algo do tipo:
No final das contas estamos aqui pra vender produtos“.

Ah tá. Sério?

Mas a entonação dada pelo sujeito faz com que a frase valide a besteira que ele falou antes.

Uso típico de quem não tem como embasar de forma razoável o que tenta propor.

Nota: o número 1 e o 2 usados juntos têm um efeito devastador na reunião:

Eu concordo com a sua opinião sobre XYZ, mas no final das contas estamos aqui pra ganhar dinheiro“.

3 – Usar seu nome (ou de alguém que deseja-se neutralizar na reunião) em exemplos negativos

A discussão comendo solta, e alguém tenta ser “didático”.

Ele quer se fazer entender, usando um exemplo prático, mas na verdade chegou a conclusão que ninguém na sala “comprou” a ideia.

Então finge que vai contar uma história para explicar algo e vai usar VOCÊ (ou outra pessoa-chave que se opôs a ideia) como o personagem principal.

Esta abordagem geralmente começa com “vamos supor que o Fulano…” e na história o Fulano vai fazer coisas erradas, ou não entender nada, enfim, será o anti-herói.

Mas poderemos salvar FULANO da perdição, caso todos aceitem idéia maluca que está sendo proposta.

Aqui, a estratégia é repetir várias vezes o nome do FULANO, até ele entender que deve ficar quieto.

Funciona muito bem quando o FULANO está abaixo na hierarquia.

4 – A falsa incerteza

Esta é clássica, quando se apresenta uma proposta que na verdade será a solução a ser adotada, mas é preciso que o grupo pense que foi dele a ideia.

Exemplo: “Vocês sabem, pensando alto, não sei se esta é uma boa ideia, mas acho que adiantar o cronograma em dois meses pode ser possível – o que vocês acham?“.

Bem, na verdade, a tradução literal é: “já vendi pra todos na empresa que vamos adiantar 2 meses as entregas, agora virem-se, vamos trabalhar!!“.

A causa raiz:

Este são apenas alguns exemplos… mas a grande conclusão, quando penso no assunto é que a origem deste tipo de armadilha é sem dúvida nenhuma, a falta de coerência.

Na maior parte das vezes, a falta de coerência não é um problema de (ausência de) valores, maldade corporativa ou qualquer tipo de falha de caráter pessoal ou organizacional.

A falta de coerência acontece quando alguém promete algo que não tem certeza que pode ser cumprido, porque não tem tempo hábil ou recursos para checar a possibilidade/viabilidade.

Aí começam as armadilhas, de cima para baixo.

Muitas vezes seria mais fácil assumir o que aconteceu e pronto.

Adaptado do artigo de: Jeff Haden – 6 Verbal Tricks Bosses Use to Manipulate Employees

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Escrito por: edubrix

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